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Santa Casa de Piracicaba implanta demarcações para deambulação de pacientes

A equipe de fisioterapeutas da Santa Casa de Piracicaba implantou nos corredores da Instituição demarcações que representam distâncias para acompanhar o avanço dos pacientes durante as deambulações (caminhadas) realizadas.

“A deambulação é a forma mais eficiente para melhorarmos as condições respiratórias, cardiovasculares e musculares contribuindo para o ganho de funcionalidade do paciente”, disse a coordenadora do departamento de fisioterapia do hospital, Maura Simões, lembrando que a iniciativa ainda é uma novidade para hospitais da região.

O efeito esperado, entretanto, exige que essa atividade seja controlada, sob forma de prescrição de exercício para avaliação do tempo, da distância percorrida e da intensidade empregada, para que a equipe tenha indicadores mais precisos podendo, desta forma, contribuir para maximizar a conduta terapêutica.

As demarcações também são importantes para a realização do Teste de Caminhada de seis minutos, para avaliação da capacidade funcional dos pacientes. “É um teste simples, de fácil aplicação, de baixo custo e de boa responsividade, em que os pacientes são instruídos a percorrer um corredor de 30 metros de comprimento durante seis minutos, enquanto a frequência respiratória, a frequência cardíaca, a saturação periférica de oxigênio, a pressão arterial e o índice de dispnéia são avaliados antes e após o teste”, explica Maura.

Ela revela que os resultados indicam as capacidades respiratória, cardíaca e metabólica de pacientes portadores de alterações como insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica e daqueles que passaram por cirurgia cardíaca ou pulmonar, por exemplo, auxiliando a nortear inclusive as condutas médicas.

Cardiologistas aprovam iniciativa

De acordo com o médico cardiologista Humberto Passos, coordenador da UCO – UTI Coronariana da Santa Casa, por solicitação dos cardiologistas, o Teste de Caminhada de 6 minutos tem sido realizado de maneira rotineira na Unidade Coronariana, estabelecendo-se assim parâmetros mais efetivos de segurança para a alta hospitalar ou para a transferência dos pacientes da UTI para o quarto.

Ele revela que, ao chegar ao Hospital para internação, devido à descompensação do quadro geral de saúde, a maioria desses pacientes não consegue se submeter ao teste de caminhada conforme realizado na alta. Porém, com a otimização dos medicamentos e do tratamento da cardiopatia de base, é possível quantificar o resultado da assistência e da reabilitação proporcionada desde o momento da internação até a alta da UCO para o quarto.

“Este trabalho tem sido realizado sob o olhar multiprofissional das equipes de médicos, fisioterapeutas e enfermagem, proporcionando um resultado fantástico”, disse Passos. Ele revela que a iniciativa, novidade em hospitais da região, reduz riscos e estabelece parâmetros de segurança para o paciente, possibilitando também estabelecer limites para sua reabilitação a médio e longo prazos.

Teste permite quantificar queixa de paciente

Um exemplo da importância e do diferencial que o teste de caminhada de 6 minutos pode efetivamente ter no processo de assistência foi mensurado também pelo relato de caso do cardiologista Luis Gustavo Ramos, da equipe do EMCOR/ Departamento de Emergências do Coração da Santa Casa.

Ele revela que, entre os meses de novembro e dezembro do ano passado, o Setor de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa recebeu uma paciente de 17 anos, em sua primeira gestação, com quadro de pré-eclâmpsia e miocardiopatiaperiparto. Ao longo da internação, a paciente apresentou dispneia intensa, quadro que levou à interrupção da gestação e à introdução de terapia para insuficiência cardíaca.

Ele revela que com a terapia otimizada, houve significativa melhora clínica; avanço de difícil mensuração, entretanto, devido à ausência de dados objetivos que comprovassem a melhora. “Foi quando solicitamos, então, a aplicação do teste de caminhada de seis minutos à equipe de fisioterapia, que permitiu quantificar objetivamente a queixa da paciente de forma a auxiliar na otimização terapêutica e na decisão médica com relação ao momento da alta”.