O trabalho distribuído é o futuro do trabalho?

A pesquisadora Sylvia Hartmann, CEO da Remota, traz os principais insights mundiais sobre modelos de trabalho em curso promovido pela ABRH-SP

“A flexibilidade permite que as pessoas façam o melhor trabalho de suas vidas.” Essa foi uma das frases mais marcantes que a pesquisadora Sylvia Hartmann trouxe do maior evento em torno do trabalho remoto do mundo, o Running Remote, que aconteceu em Lisboa em abril. Especialista em trabalho flexível e fundadora da Remota, consultoria especializada em modelos de trabalho, Hartmann destacou a fala de Annie Dean, global head of Team Anywhere da Atlassian, empresa de software criadora do Trello.

Na Atlassian, Annie Dean vem sendo responsável por migrar a equipe de 11 mil funcionários para o regime de trabalho distribuído. Reconhecida mundialmente, hoje coordena o Team Anywhere Lab, um grupo de cientistas dedicados a validar formas de trabalho baseadas em evidências. “A experiência da Atlassian mostra uma empresa que entendeu que a melhor forma de ganhar produtividade e lucratividade tem a ver com o bem-estar das pessoas, não com o fato de estar todo mundo na mesma sala”, diz Hartmann, que vai falar um pouco dessa experiência e do que colheu no Running Remote no curso “Navegando na era da flexibilidade: O papel estratégico de RH na implementação de modelos de trabalho”, promovido pela ABRH-SP e organizado em quatro aulas on-line (dias 15, 22 e 29/05 e 05/06, das 19h às 22h) e uma aula presencial (em 19/06, às 11h30).

Um estudo conduzido pelo professor Prithwiraj (Raj) Choudhury da Universidade de Harvard, que também esteve no Running Remote, mostrou que, idealmente, 25% do tempo de trabalho deveria ser presencial. “Mas esse percentual não precisa ser semanal. Pode, até mesmo, ser anual”, explica Sylvia Hartmann.

A pesquisadora destaca ainda que a nova maneira de medir se o trabalho distribuído (o termo mais usado hoje para definir os regimes flexíveis) não é a produtividade e sim a lucratividade. A ideia foi apresentada por Nick Bloom, professor de Stanford que pesquisa trabalho remoto há duas décadas. “Por conta disso, o trabalho dos líderes de RH se torna cada vez mais complexo e essencial nas empresas. E por isso também que esses executivos hoje vêm sendo mais cotados do que no passado para ocupar as próximas cadeiras de CEO”, diz Hartmann.

Informações e inscrições para o curso promovido pela ABRH-SP: abrhsp.org.br/curso-navegando-era-flexibilidade

 “CEOs terão que admitir que o trabalho presencial não aumentou a produtividade. E que perderam 12 meses fazendo as pessoas voltarem ao escritório ao invés de aprender como trabalhar de uma maneira diferente.” (Annie Dean, global head of Team Anywhere, Atlassian).

 

Fonte: ABRH-SP